Ode 10
Ó tu, inda cruel, e co’as prendas de Vênus poderoso
Quando importuna penugem subjugar tua soberba
E cair a cabeleira, que ora esvoaça em teus ombros,
E a cor, que hoje à flor da rosa púnica supera,
Demudada, fizer de Ligurino um rosto horrendo;
Credo! – Dirás, (quantas vezes te vires Outro no espelho) -
a mente que hoje tenho, por que não a tive em menino?
ou por que, a esta cabeça, não voltam as faces intactas?
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Horácio. Odes, livro IV. Traduzido do latim por Adriana Seabra.
Texto original.